Febre em todo o mundo, patinetes elétricas já são vendidas em Conquista

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Duas patinetes elétricas na avenida luis eduardo magalhães
Patinetes com autonomia de até 35 km são comercializadas em Conquista. Foto: Tech Fish / Reprodução

Por Rafael Bastos – Assim como os aplicativos de transporte privado urbano, Uber, 99pop e outros, e o aluguel de bicicletas, uma nova alternativa de deslocamento nos centros urbanos está se expandindo por cidades em todos os continentes: são as patinetes elétricas.

Comumente, nas grandes cidades o equipamento popularizou-se sendo fornecido por meio de aluguel. Pratica e rápida, são utilizadas para passeios como também para os deslocamentos do dia a dia.

Na última terça-feira (2), a americana Lime, uma das principais empresas que atua no seguimento de compartilhamento de patinetes nos Estados Unidos, anunciou a chegada ao Brasil. A empresa recebeu aporte financeiro do Uber e está operando em algumas regiões de São Paulo e no Rio de Janeiro.

Em Conquista, até o momento, não existe nenhuma empresa ofertando o serviço de compartilhamento, mas com os preços ficando cada vez mais acessíveis, as patinetes já estão sendo comercializadas e vistas em circulação na cidade. A loja Tech Fish, situada na avenida Olívia Flores, Candeias, por exemplo, comercializa os equipamentos. São dois modelos disponibilizados para a venda: um da gigante chinesa Xiaomi, que tem autonomia de 35 km, e outra de marca Foston, com autonomia de 15 km.

Este outro modelo [da foto abaixo], que mais parece uma motocicleta, conta com representação e venda em Salvador, São Paulo, Rio de Janeiro, Santos, Belo Horizonte, Ribeirão Preto, Fortaleza, Vila Velha, Curitiba e outras cidades, e está ‘invadindo’ ruas e avenidas do Brasil. Inclusive, o modelo foi avistado na avenida Olívia Flores, aqui mesmo, em Conquista, há poucos dias.

Foto: Goo Elétricos Brasil / Reprodução

Elas são importadas da China por empresas brasileiras que as configuram com suas marcas e disponibilizam para a venda. Segundo esses fornecedores, a patinete alcança até 50km/h e tem autonomia de até 40 quilômetros com uma carga. Para carregar a bateria são necessárias 4 horas.

O surgimento dessas novas tecnologias demanda que o poder público modernize as cidades e suas legislações para favorecer a viabilidade da chegada desses equipamentos e que a população tenha espaços seguros e adequados para utiliza-los.

Em Conquista, obras de requalificação e reestruturação, como a que está sendo executada na avenida Olívia Flores, é um exemplo a ser levada a outras vias da cidade. A avenida está ganhando uma ciclovia que interligará com as ciclovias da avenida Luis Eduardo Magalhaes, José Pedral (inaugurada há 1 ano) e a ciclofaixa da avenida 10 de novembro.

Até o momento, não é necessário possuir carteira de habilitação para conduzir as patinetes elétricas, uma vez que equipamentos elétricos de pequeno porte não são definidos como veículos pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Também não existe legislação especifica para o trânsito delas, entretanto, a resolução nº 465, de 27 de novembro de 2013, do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), vem sendo utilizada pelo Ministério da Infraestrutura por ora para cobrir essa lacuna, regrando algumas normas.

Contudo, segundo a resolução, cabe aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos municípios e do Distrito Federal, no âmbito de suas circunscrições, regulamentar a circulação dos equipamentos de mobilidade individual autopropelidos e da bicicleta elétrica.

Na quarta-feira (3), o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, estabeleceu regras, por meio de um decreto, para o uso de patinetes elétricas nas ruas do Rio. Por lá, entre as restrições, o equipamento só pode ser usado por maiores de 18 anos e ainda assim a uma velocidade máxima de 20km/h. O uso de capacete não será obrigatório, mas as empresas terão que recomendá-lo ao usuário. Também não pode o uso em calçadas.

O decreto estipula um prazo de 30 dias para adaptação das novas regras.

Enquanto isso, em Conquista o debate já deveria ter sido iniciado para contemplar, com antecedência, a popularidade do equipamento na cidade. Além disso, a malha urbana merece maior atenção e planejamento para a criação de novas ciclovias, ciclofaixas e ciclorotas.

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