“Só mais um factoide do governador”, diz Paulo Azi sobre centro de convenções do estado

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Deputado Paulo Azi, presidente estadual do DEM

O deputado Paulo Azi, presidente estadual do DEM, criticou o anúncio do governador Rui Costa (PT) de que pretende construir um centro de convenções no Comércio. Para ele, a afirmação de Rui não passa de mais um factoide. Enquanto isso, o governador continua sem dizer o que fará com o antigo equipamento, que desabou após ser sucateado pelo governo, nem responde aos questionamentos em torno da possível área do centro, na antiga sede do Instituto do Cacau.

“Aquela área comporta um centro de convenções? Onde vão estacionar os carros? Qual o impacto na região? Nada disso foi respondido, segue em aberto, enquanto Rui continua criando factoide. O governador age como aquele menino que é o dono da bola e que perdeu o jogo e ainda assim quer continuar em campo. Essa obsessão de Rui por centro de convenções mostra que governador não sabe gerir dinheiro público”, afirmou Azi, ao lembrar que a prefeitura já está construindo um equipamento, na Boca do Rio.

Ele ressalta que o centro municipal tem área de 101 mil metros quadrados, cerca de 10 vezes mais do que o terreno desejado pelo estado. “A questão que ele não responde é o que vai fazer com o antigo centro. O Ministério Público quer saber, o povo quer saber e eu também. E aquele dinossauro enorme no Stiep? Não será feito nada? Vão esperar o pior acontecer assim como antes? Não é possível que eles vão esperar um novo governo para resolver esse problema”, pontua, ao complementar: “Esse anúncio é só mais um factóide dos inúmeros que vimos nos últimos três anos, depois que o Centro de Convenções da Bahia desabou”.

Outra questão grave para Paulo Azi é a viagem de Rui, que foi à Espanha para escolher a empresa responsável pelo centro, já que o próprio governador admitiu não ter recursos para construir um equipamento. “Isso tem que ser por licitação. Estamos falando de dinheiro público. Vamos levar isso ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas, porque o governador não pode escolher empresa ao seu bel prazer”, diz.

O deputado ainda lembrou que pelo menos R$ 2 bilhões foram “jogados no lixo” por conta da ausência do centro. Interditado desde o dia 20 de maio de 2015, o local chegou a ser fechado para manutenção mas sofreu um desabamento parcial em setembro de 2016. (Política Livre)

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