Presidente do Vitória da Conquista volta a criticar arbitragem: ‘É perseguição?’

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O presidente do Vitória da Conquista, Ederlane Amorim, voltou a criticar a arbitragem (relembre aqui) após empate sem gols da sua equipe com o Bahia de Feira, na tarde deste domingo (16), pelo Campeonato Baiano. A partida aconteceu na casa do Bode, o Lomantão, e foi válida pela quinta rodada do estadual.

“Não estou mais aguentando isso não. Cheguei até a falar com Ricardo [Lima], presidente da FBF, no jogo contra o Vitória que teve aquele gol impedido de Levir que foi validado, se era alguma perseguição da arbitragem, se estariam agindo de forma deliberada contra a gente por estarmos sempre expondo os erros e questionando. Eles são intocáveis, acham que não pode falar nada contra eles. Eles estão decidindo o futuro das equipes, dos familiares dos jogadores num simples gesto e agem como se nada tivesse acontecido, sorridentes, sínicos e a gente ainda tem que pagá-los. O cara hoje me prejudicou demais aqui. Hoje foi o bandeirinha, Emerson Ricardo, apesar de ter tido um pênalti duvidoso também, mas não vi na televisão ainda. E você ainda tem que pagá-lo. Até que ponto vai isso? Aí todo mundo fala que é cultura do futebol, que é isso mesmo, que é choro de perdedor, incompetência porque não está conseguindo os resultados em campo. Mas como se a gente faz os gols legais e são anulados e os gols irregulares contra a gente são validados? Quem é que aguenta em cinco jogos, quatro com interferências diretas? Não tem quem sobreviva desse jeito não”, disparou em áudio que circula nas redes sociais.

Ederlane ainda revelou uma conversa que teve com Vidal Cordeiro Lopes, vice-presidente da Comissão Estadual de Árbitros de Futebol da Bahia (CEAF-BA) sobre os erros de arbitragem. E o dirigente ficou surpreso com a resposta que ouviu. “Quando questionei o Vidal aqui no gol que foi irregular, ele veio me dizer, “mas o pênalti marcado para vocês, que Nonato perdeu, foi duvidoso”. Quer dizer, ele defende a arbitragem com um possível erro, de novo (risos). Olha só a que ponto chegou?”, contou.

O árbitro de vídeo (VAR) só é utilizado no Campeonato Baiano nos dois jogos da final. A tecnologia ainda não foi implantada na primeira fase e semifinal por causa do custo do equipamento. Ederlane deu uma sugestão para contornar esse problema de arbitragem. “Tem que ter um mecanismo. Não criaram o VAR? Pronto, que seja um VAR que valha por dois dias ou até ter o próximo jogo. Se for comprovado que você foi prejudicado ou beneficiado, que reveja os pontos.”, apontou. “Não tem condições de ter um VAR não? É muito caro? Para os times emergentes é. Então, que se defina uma outra situação. Se a televisão mostrar só depois que o gol foi irregular, não importa se está na súmula, volta-se o resultado. Acho que é a alternativa para que times não sejam prejudicados ou beneficiados”, continuou.

O presidente do Vitória da Conquista ainda ressaltou que os erros de arbitragens nos jogos são levados em conta na hora de fazer o planejamento para a disputa do Baianão. “A gente já bota na conta mesmo quando vamos começar o campeonato, “Erros de arbitragem: 10, 15%”, mas já está dando quase 100%, foram cinco jogos e cinco erros”, disse. “O grande cenário da arbitragem é quando a final é Bahia e Vitória e a arbitragem vem de fora. Isso já diz qual é o sentimento que todos os times tem em relação aos árbitros daqui. Acho que isso é no Brasil todo, mas estou na Bahia disputando o Campeonato Baiano. São quatro erros decisivos em cinco jogos, qual o time que sobrevive a isso? O campeonato é equilibradíssimo. Se a gente ganhasse hoje, teria sido um resultado normal pelo que foi o jogo, a gente passaria o Bahia de Feira”, completou.

O Vitória da Conquista segue na oitava colocação na tabela de classificação do Baiano com três pontos, cinco a menos que o Atlético de Alagoinhas, que é o quarto fechando o G-4. O próximo compromisso do Bode será domingo (1º), às 16h, contra o Doce Mel, pela que sexta rodada. A FBF ainda vai definir o local do duelo.

Bahia Notícias

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